Tchau, Lander! 🙏 @diariodomotoca Quando alguém diz que vai comprar uma moto, o que você pensa? Muita gente pensa em acidente, perigo, loucura. Muita gente pensa em viagens maneiríssimas por lugares incríveis pelos quatro cantos do planeta (sabemos que as fotos e os relatos não nos mostram as derrotas. E viagens de moto são CHEIAS de derrotas 😂). Quando eu pensei em comprar uma moto foi uma decisão inteiramente pragmática. Certo dia me liguei que gastava 8h do meu dia em deslocamentos no transporte público para as diferentes atividades da época. Desse dia, em que caiu a ficha do tempo perdido nos deslocamentos, para a compra da moto foi um pulo. Mas qual moto comprar? Para a minha realidade deveria ser uma moto com manutenção barata, que consumisse pouco combustível em média e que fosse boa de pilotar. E o mais importante: que fosse uma moto barata. Muitos vídeos no youtube, muitas leituras da revista Duas Rodas, e muitas conversas com colegas motociclistas depois, a escolha foi pela ...
Andar de moto, na chuva, é uma arte. É uma arte porque antes mesmo de montar na motoca preciso ligar o gps mental e visualizar, de acordo com o horário, qual o melhor caminho. É uma arte porque antes mesmo de ligar a moto tenho que me equipar com a armadura anti-chuva. Isso porque antes mesmo de sair pela manhã o motoca checa a previsão do tempo e calcula o espaço disponível no baú para a mochila, a capa, a galocha e o tênis. É uma arte porque o pneu não aquece logo, o asfalto está escorregadio e ainda tem que desviar das faixas pintadas: malabarismo. É uma arte porque já escureceu a essa altura. A viseira, encharcada, vira um caleidoscópio ao reflexo das luzes, faróis e da iluminação pública artificial. Se abro a viseira, vejo melhor. Mas cada gota vira uma pedrada e ainda vale uma multa; aí não! Isso quando o motoca não dá sorte, e tem, no trânsito lento, ao seu lado, uma viatura com o brilhante giroflex vermelho o cegando e à sua frente, uma outra viatur...